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Os répteis sempre foram considerados repelentes e peçonhentos, motivos mais que suficientes para serem perseguidos sem tréguas. No entanto, tal como todos os outros, são componente fundamental dos ecossistemas e são muito mais úteis que perigosos, apesar de não o reconhecermos facilmente.

Os répteis portugueses estão listados no quadro seguinte, ordenados alfabeticamente pelo nome vulgar, identificados pela suas designações científica e comum. A breve descrição do animal é acompanhada, sempre que disponível, por uma fotografia ilustrativa. Dado que as imagens são carregadas na sua totalidade ao abrir esta página, por favor conceda uns instantes para que isso aconteça, principalmente em ligações lentas.

 

Imagem ESPÉCIE NOME VULGAR Descrição CONTINENTE MADEIRA AÇORES
cagado.jpg (23169 bytes) Mauremys leprosa Cágado Relativamente comum no centro e sul do país, habita grande variedade de locais, incluindo costeiros, com elevada salinidade. Embora frequente, a sua captura para fins comerciais pode coloca-lo em risco. Alimenta-se de anfíbios, peixes, insectos, moluscos e crustáceos aquáticos. Por vezes é necrófago e coprófago. P    
cagadoestriada.jpg (26257 bytes) Emys orbicularis Cágado de carapaça estriada Embora se encontre em toda a Península Ibérica é bastante disperso e raro. A sua escassez e a captura para fins comerciais colocam-no em risco. De hábitos diurnos, é uma espécie essencialmente carnívora, alimentando-se de anfíbios, peixes, insectos, crustáceos e moluscos aquáticos. IC    
camaleao.jpg (27034 bytes) Chamaeleo chamaeleon Camaleão Introduzida há algumas décadas na zona do Algarve, é um réptil arborícola, conhecido pela capacidade de mudar de cor e de rodar os olhos independentemente. A intensa procura para fins comerciais tem reduzido grandemente o seu efectivo na área da colonização inicial. Vive em zonas costeiras, sendo activo principalmente de manhã e ao fim da tarde. No Inverno permanece enterrado junto às raízes de arbustos. Alimenta-se sobretudo de insectos voadores. Int.     IC    
cobracega.jpg (38282 bytes) Blanus cinereus Cobra cega Frequente na zona sul do país, assemelha-se superficialmente a uma minhoca, apresentando olhos atrofiados visíveis como pequenos pontos negros sob a pele. Tem hábitos subterrâneos, escavando galerias, onde captura os insectos e aracnídeos de que se alimenta. P    
cobraaguacolar.jpg (19085 bytes) Natrix natrix astreptophora Cobra de água de colar De hábitos aquáticos, embora menos acentuados que os da cobra de água viperina, ocorre nos mesmos habitats que esta mas é bastante mais rara. Distingue-se dela pela coloração e pelo número de placas pós-oculares. É activa essencialmente de dia. Alimenta-se de anfíbios e peixes, podendo também incluir micromamíferos, aves e insectos. P    
cobraaguavip.jpg (20721 bytes) Natrix maura Cobra de água viperina Uma das cobras mais comuns em Portugal, caracteriza-se pelos seus hábitos aquáticos, sendo uma excelente nadadora. É activa tanto de dia como de noite. Alimenta-se sobretudo de anfíbios e peixes, embora também ingira anelídeos e artrópodes. P    
cobrabordalesa.jpg (25125 bytes) Coronella girondica Cobra bordalesa Relativamente comum em toda a Península Ibérica, é uma cobra pouco agressiva, ao contrário da cobra lisa austríaca com a qual se assemelha. Distingue-se desta última pela forma da placa rostral. Tem actividade nocturna e crepuscular, desde a Primavera até ao princípio do Inverno. Alimenta-se essencialmente de outros répteis, principalmente pequenos lagartos. P    
cobracapuz.jpg (25999 bytes) Macroprotodon cucullatus Cobra de capuz É uma das cobras mais raras e menos conhecidas da Península Ibérica. Produz um veneno neurotóxico mas dada a posição recuada das presas nas maxilas não é, em condições normais, perigosa para o Homem. Alimenta-se de micromamíferos e pequenos lagartos, muitos das espécies subterrâneas, pelo que se admite que seja de hábitos fossadores.  IC    
cobraescada.jpg (27294 bytes) Elaphe scalaris Cobra de escada ou cobra riscada ou riscadinha Comum em vários habitats, principalmente os semiáridos. No sul é activa todo o ano, é essencialmente diurna. Considerada relativamente agressiva quando perturbada, tem excelentes capacidades trepadoras. Alimenta-se sobretudo de micromamíferos e outros répteis, complementados com aves e artrópodes. P    
cobraferradura.jpg (33431 bytes) Coluber hippocrepis Cobra de ferradura Bastante comum em Portugal, ocupa grande variedade de habitats, sendo frequente em zonas urbanas. É boa trepadora e tem actividade essencialmente diurna. Alimenta-se essencialmente de micromamíferos e lagartos, bem como pequenas aves. P    
cobrapernas5.jpg (37063 bytes) Chalcides bedriagai Cobra de pernas pentadáctila Espécie endémica da Península Ibérica, trata-se de um lagarto com corpo cilíndrico e alongado e de membros reduzidos com 5 dedos rudimentares, o que se relaciona com os seus hábitos subterrâneos. Alimenta-se de insectos, aracnídeos e gastrópodes. P    
cobrapernas3.jpg (29730 bytes) Chalcides striatus Cobra de pernas tridáctila Trata-se de um lagarto de corpo cilíndrico e muito alongado, com membros reduzidos e com 3 dedos rudimentares. É um animal muito ágil e de hábitos diurnos P    
cobraaust.jpg (40442 bytes) Coronella austriaca Cobra lisa austríaca Rara em Portugal, esta cobra prefere as regiões montanhosas do norte e centro do país. Relativamente agressiva quando molestada, é activa tanto de dia como de noite. Alimenta-se de micromamíferos, lagartos e outras cobras. P    
cobrarateira.jpg (57289 bytes) Malpolon monspessulanus Cobra rateira É a cobra de maiores dimensões da Península Ibérica e mesmo da Europa, atingindo os 2 metros. Muito comum em Portugal, habita grande variedade de habitats. Produz um forte veneno neurotóxico mas, tal como a cobra de capuz não é, em condições normais, perigosa para o Homem devido à posição muito recuada das presas. Alimenta-se de micromamíferos, lagartos, aves, artrópodes e outras cobras. P    
lagartixa.jpg (28506 bytes) Podarcis bocagei/hispanica Lagartixa comum Muitos autores consideram a existência de 2 espécies distintas de lagartixas no nosso país: P. bocagei na zona norte e centro com influência atlântica, com dorso predominantemente verde e cabeça alta; P. hispanica teria uma área de distribuição mais ampla, abrangendo quase todo o território. Alimentam-se de artrópodes variados. P    
lagartixamadeira.jpg (35285 bytes) Lacerta dugesii Lagartixa da Madeira em breve   P Int.
lagartixamontanha.jpg (34164 bytes) Lacerta monticola monticola Lagartixa da montanha Espécie endémica da zona da Serra da Estrela, é frequentemente confundida com a lagartixa comum. Pela sua localização restrita é altamente vulnerável. Alimenta-se de insectos e aracnídeos. Vu    
lagartixadenteados.jpg (23857 bytes) Acanthodactylus erythrurus Lagartixa de dedos denteados Animal de zonas arenosas do litoral, com pinhal e cobertura arbustiva dispersa. Alimenta-se de insectos, aracnídeos, bem como vegetais e pequenos lagartos. P    
lagartixamato.jpg (19038 bytes) Psammodromus algirus algirus Lagartixa do mato Particularmente abundante em pinhais litorais, também existe em zonas áridas com coberto vegetal abundante. Com grande capacidade trepadora, é activo essencialmente de dia. Alimenta-se de insectos e aracnídeos. P    
lagartixamatoib.jpg (21131 bytes) Psammodromus hispanicus Lagartixa do mato ibérica Frequente no centro e sul do país, é rara na parte noroeste. Semelhante à lagartixa do mato, distingue-se desta pelas menores dimensões e padrão de coloração. Prefere terrenos arenosos com coberto vegetal baixo ou esparso, onde se enterra quando ameaçada. Alimenta-se de insectos, aracnídeos e gastrópodes. P    
lagartoagua.jpg (35519 bytes) Lacerta schreiberi Lagarto de água Espécie endémica da zona ocidental da Península Ibérica, caracteriza-se pelos seus hábitos semiaquáticos. Vivem em zonas montanhosas e junto a cursos de água com vegetação, mergulhando quando incomodados. Na parte sul do país apenas é reconhecido nas serras de S. Mamede e Monchique. Alimenta-se insectos e aracnídeos. P    
licranco.jpg (56219 bytes) Anguis fragilis Licranço ou cobra de vidro Encontrando-se apenas no norte e centro do país, este lagarto muito especializado tem hábitos subterrâneos. Ocupa galerias de roedores ou por ele escavadas. O corpo é serpentiforme e sem membros. Alimenta-se de gastrópodes, anelídeos e artrópodes. Por vezes devora lagartos ou cobras jovens. P    
osga.jpg (19560 bytes) Tarentola mauritanica Osga Muito comum no centro e sul do país, é bastante mais rara no norte. Trata-se de uma forma frequentemente encontrada em zonas urbanas, sendo activa tanto de dia como de noite. Possui um pequeno reportório vocal. Em caso de perigo, perde a cauda. Alimenta-se de insectos, aracnídeos, e, por vezes, lagartixas jovens. P Int.  
envie-nos imagem Tarentola bischoffi Osga das Selvagens em breve   P  
osgaturca.jpg (33024 bytes) Hemidactylus turcicus Osga turca Espécie de vasta distribuição mundial, é bastante rara em Portugal, apenas sendo referida em certos locais do Alentejo e Algarve. Muito semelhante à osga comum, distingue-se desta pela morfologia das lamelas subdigitais. Tem um reduzido reportório vocal. Alimenta-se de insectos, aracnídeos e outros pequenos invertebrados. IC    
sardao.jpg (27777 bytes) Lacerta lepida Sardão É o maior lagarto da fauna portuguesa, atingindo mais de 1 metro. Pode ser encontrado em todo o país, numa grande variedade de habitats, sendo activo todo o ano. Alimenta-se de insectos, aracnídeos, micromamíferos, pequenas aves e seus ovos e mesmo outros lagartos. Inclui frequentemente vegetais e frutos maduros na sua dieta. P    
tartarugaboba.jpg (8264 bytes) Caretta caretta Tartaruga boba em breve Vu P P
tartarugacouro.jpg (19496 bytes) Dermochelys coriacea Tartaruga de couro em breve Vu P P
tartarugakemp.jpg (23969 bytes) Lepidochelys kempii Tartaruga de Kemp em breve   P P
tartarugaimbricada.jpg (41888 bytes) Eretmochelys imbricata Tartaruga imbricada em breve ? P P
tartarugaolivacea.jpg (39696 bytes) Lepidochelys olivacea Tartaruga olivácea  em breve   P P
tartarugaverde.jpg (26399 bytes) Chelonia mydas Tartaruga verde em breve P P P
viboracornuda.jpg (26937 bytes) Vipera latastei Víbora cornuda Distribuindo-se por todo o país, embora em populações descontínuas e de densidade variável, é uma das cobras potencialmente perigosas para o Homem. Distinguem-se das restantes cobras portuguesas pela cabeça bem diferenciada, placas cefálicas pequenas, pupila vertical, focinho mais ou menos proeminente, cauda curta e escamas carenadas (esta última característica é comum às cobras de água). Podem atingir os 70-80 cm de comprimento. O seu nome deriva precisamente do focinho proeminente. Prefere as zonas rochosas de montanha mas também existe em zonas mais baixas. Produz um potente veneno proteolítico, coagulante e hemolítico, potencialmente mortal para o Homem, em presas móveis localizadas na parte anterior da mandíbula. No entanto, são raros os registos de mordeduras pois não é agressiva, nunca atacando espontaneamente. Sintomas observados após a mordedura são edema, eritema, taquicardia, hipotensão, vómitos e convulsões. Activa durante a Primavera e o Verão, pode adquirir hábitos arbóreos, o que a torna mais perigosa. Alimenta-se de micromamíferos, répteis e artrópodes. In    
viboraseoane.jpg (35340 bytes) Vipera seoanei Víbora de Seoane Espécie endémica do norte da Península Ibérica, restringe-se em Portugal às serras de Castro Laboreiro, Soajo e Tourém. Menor que a víbora cornuda, atinge 50-60 cm. Essencialmente diurna, pode ser nocturna nos meses quentes. O tipo de veneno e seus efeitos são semelhantes aos da víbora cornuda. Alimenta-se de micromamíferos, lagartos, anfíbios e aves. Vu    

Legenda: P - Presença confirmada; ? - Presença por confirmar; Int. - Espécie introduzida; Ex - extinto; EP - em perigo; Vu - vulnerável; R - raro; In - indeterminado; IC - insuficientemente conhecido        

(Dados @ SIPNAT)

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